Friday, May 28, 2010

Post que talvez mais tarde me arrependa de ter escrito, ou então não...

Um dia vou conhecer um doente arrogante e irritante!
Hoje foi o dia...

Nunca na vida me tinha apetecido dizer a alguém "Querida, esteve aqui internada a fazer exames, análises e terapêuticas caras, e ninguém lhe vai pedir um tostão por isso, está com má cara e desagradada, pode sempre ir ao privado, ou então ir para o seu país..."
Algum dia tinha de ser o dia... É uma tristeza uma pessoa estar preocupada com alguém e receber nesta moeda... Mais vale mesmo uma pessoa não se ralar nem perder muitas horas de sono...

Le premier jour du reste de ta vie - Rémi Bezançon (2008)

Monday, May 24, 2010

Les Poupées russes (2005) - Cédric Klapisch II

"I know you're not always perfect. I know you have tons of problems, defects, imperfections... but who doesn't? It's just that I prefer your problems. I'm in love with your imperfections. Your imperfections are just great!
I know most girls they get weak on their knees for what's beautiful, you know, that's all they see, that's all they want. But I'm not like that. I don't just see what's beautiful. I fall for the other stuff. I love what's not perfect. It's just how I am."
Wendy

Isto dava pano para mangas

Faz-me impressão o exagero destas pessoas. O exagero, e talvez o facto de falarem bonito (cá para mim nem isso), mas acções a sério nem vê-las. Eu bem que posso plantar-me em frente a uma clínica de interrupção voluntária da gravidez e comparar aquelas fulanas ao Hitler, mas falar de boca cheia com dinheiro, comida, roupa lavada e uma casa. Sei cá eu o que leva aquelas moças a recorrerem a uma opção daquelas? Estou em crer que hoje em dia, com tanta informação, era possível existirem outras opções antes que prevenissem uma gravidez. Mas em acontecendo, quem sou eu para mandar bitaites acerca da vida de outra pessoa?
Dizia um senhor qualquer coisa do género "Não quer, dê para adopção!" Assim dito até parece fácil... Mas quantas crianças não vivem institucionalizadas não sei quantos anos até encontrarem uma família? (E muitas nem sequer chegam a encontrar.) Se calhar era bem mais produtivo, ao invés de estar para ali a mandar a sua posta a quem entra na clínica fazer alguma coisa útil por essas crianças ("vai mas é trabalhar")... Concerteza que muito trabalho há a ser feito para tornar o processo de adopção menos moroso, e de certeza que muitas instituições precisam de braços de trabalho e de alguém que faça alguma coisa em vez do bla bla bla para a televisão.
Outra coisa, digo eu, que já vi bebés que não têm culpa nenhuma dos pais que lhes calharam na rifa, e foram basicamente abandonados no hospital... Como será crescer sem o carinho de alguém, alimentado pelas enfermeiras e sem ninguém que lhes dê a atenção que merecem. Tão pequenos e já tão 'abandonados à sua sorte'. Não digo que o aborto tivesse sido a solução, mas que muita coisa podia ser feita que não o bla bla bla do costume 'que o aborto é feio e tal'... De cantigas e rezas já estamos todos fartos... Mas espera, se calhar estes são os mesmos senhores que são contra a Educação Sexual nas escolas que tanta faltinha faz...

Javier Bardem e Penelope Cruz


Sem dúvida os meus preferidos!




Ninguém é obrigado a estar sempre bem disposto. Mas boa-educação chegava na maioria das vezes.

Thursday, May 20, 2010

"Espelho meu, espelho meu, haverá carro mais lindo do que eu?"

Nunca vi carro tão fofo.... É que fica bem em todas as cores...
O horário da biblioteca deveria ser das 9 às 17h50 e não das 9 às 18h como está afixado à entrada. É que assim as pessoas ficam induzidas em erro a achar que a biblioteca fecha às 18h. Que é coisa que não leva a crer tendo em conta a pressão exercida pelas funcionárias a partir das 17h45. Era escusado irem dizer-me " Não sei se sabes, mas a biblioteca fecha às 18h, é só para te ires organizando..." Ao que eu parva respondi "Sim, eu sei." Devia era ter dito, ponto número 1 de onde é que eu te conheço para me estares a tatar por tu. Ponto número 2 eu sei que fecha às 18h e tu sabes?

Nunca fui boa a responder rápido a coisas extremamente estúpidas. Fico bloqueada, que posso fazer... Se calhar o meu cérebro não foi feito para ouvir disparates...

Wednesday, May 19, 2010

E recordar é viver I

Croatia - Dubrovnik 08.2009

Há mar e mar, há ir e desejar lá voltar.
Não é uma metrópole, nem uma estância balnear apinhada de gente. É verdade que tudo está arranjado num cuidado que pode ser para "turista ver", mas o que recordo com carinho é o facto de ser pequenina, acolhedora e com muita personalidade.
É bom escrever sobre os sítios onde estamos/estivemos por várias razões:
1. Percebemos o porquê de serem especiais.
2. Guardamos mais viva a recordação de experiências que são únicas (Mesmo que um dia se regresse ao mesmo local, não vai ser tudo igual... No fundo, é impossível viver a mesma coisa duas vezes!)

Cidades que se visitam pessoas que ficam
E de Dubrovnik gostava de recordar o Anton (será que era assim que se chamava? Nunca fui boa para nomes...), que nos acolheu na sua casa. Gosto de ficar na casa dos autóctones, posso não passar muito tempo com eles, mas a probabilidade de compreender uma mentalidade, e quiçá todo um país são maiores.
O Anton tinha ar de marinheiro ou pescador ou então ambos. Não era velho, mas preferia alugar os 2 quartos de sua casa e dormir no sofá e passar o dia sentado na escada em frente de casa que a ser marinheiro ou pescador ou outra coisa qualquer.
Não falava muito inglês (nem outra língua que não fosse croata), mas do pouco que falava foi interessante conversar com ele.

Foi óptimo viver una dias em Dubrovnik e conhecer as suas gentes!

Coisa de pobre

Mais uma vez vou falar mal de Portugal, ou mais especificamente dos portugueses, que o pobre do país não tem culpa de ser habitado por quem é.
E isto só quer dizer uma coisa: Estou há demasiado tempo em Portugal.
Porque enquanto não estou cá tenho muitas saudadinhas e não penso noutra coisa senão voltar, que não há nada como Portugal e os portugueses, e o tempo, e a praia, e as pessoas alegres e despreocupadas que me fazem tanta faltinha. Mas quando passo muito tempo por cá (não cruzo a fronteira há mais de 2 meses) só me apetece é ir embora, encho-me de críticas a mim e aos que me rodeiam, que tudo está mal, o governo não presta, até os pólens estorvam e tudo me faz fornicocos. É verdade que também sofro um bocado daquela Síndrome do 'Só estou bem aonde não estou', descrita tão bem em música pelo grande António Variações, que na altura sobrevivia era a cortar cabelos que Portugal nunca foi país para se (sobre)viver da música, nem de coisa nenhuma.
Mas hoje quero falar de uma coisa muito característica que distingue os portugueses de muitos outros povos, e que eu não consigo atribuir a outro facto senão à nossa mal(ben)dita história. Pois que noutros sítios as pessoas vão aos mercados de rua, passeiam pela rua, compram coisas na rua e passam tempo na rua... Assim de repente lembro-me de tantos... Mesmo que esteja mau tempo, frio e chuva, quiçá neve. As pessoas não deixam de sair de casa e há tanto a cultura do mercado, que eu acho tão querida. Cá não, faça chuva, faça vento ou frio (que neve só mesmo lá para os lados da Serra da Estrela) ninguém sai de casa. E mercados? Hum, assim de repente nem por isso. Querem é ir para os centros comerciais, que isso de ir ao mercado de rua é coisa de pobre " A minha avó coitadinha é que trabalhava de sol-a-sol e ia vender ao mercado, nessa altura todá'gente andava de pé descalço e cada um comia meia sardinha ao almoço quando o rei fazia anos!", eu cá quero é ir a centros comerciais que é coisa de rico. Por alguma coisa somos o país da Europa com o maior ou segundo maior (who cares afinal de contas...) centro comercial da Europa, com a maior quantidade de lojas, com a área não sei do quê maior. E na maior parte do ano temos uma temperatura óptima para sair e aproveitar os mesrcados de rua. Se isto não é complexo de pobre então não sei o que será.

Quem é quem?

Qual é coisa qual é ela, que aparece nesta fotografia tão bela e singela...

Faz a tua aposta antes de leres o resto....
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Nada de trapacear!
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(isto está mesmo a parecer aqueles mails irritantes dos 'desejos' e do 'tens de enviar isto a 1000 pessoas em 0,03 seg ou amanhã de manhã mal saias de casa vais cair e espetar a cara numa bosta de cavalo' - mesmo que mores a milhas da estrebaria mais próxima)
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Pois bem, eis que reinava o ano da graça de MCMLXXXVI D.C., numa cidade algures plantada no sopé da montanha continental mais alta, do reino fundado por el Rei D. Afonso Henriques em ano que já lá vai, e 2 acontecimentos alteraram o rumo do mundo para sempre: eu nasci. Mas esse é o acontecimento menos importantezinho, porque o melhor e mais espectacular é mesmo o momento em que o ilustríssimo Engenheiro (na altura ainda não devia ser) José Sócrates pede para o fotografarem. É que na altura devia ser Ele (o ilustríssimo Deus que reina este país) a pedir por amor da santa ao fotógrafo para lhe fazer uma película. Hoje em dia serão os paparazzi, e concerteza vontade não falta a muito boa gente, a correr atrás dele, com máquina fotográfica e arma branca, respectivamente.

Legenda pequenina do lado direito: "Sócrates fotografado em 1986: na Covilhã, era considerado um provinciano bem vestido."

Comentário pessoal: Adoro aqueles sapatos!

Moral da história: Não te deixes fotografar jamais. Nunca sabes quantos inimigos vais angariar no futuro.

Sunday, May 16, 2010

Que não me oiçam todas as pessoas por esse mundo fora que usam aliança. Mas acho feio. Piroso. Fora de moda. E para além disso, em determinadas profissões não dão jeito. Eu já não vou muito à bola com anéis no geral, mas uma aliança é tão feiinha. Devem existir no mínimo mil coisas muito mais bonitas que podem simbolizar um compromisso.